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International Meeting of Contemporary Art – Community, Identity and Representation

Marie-Françoise Prost-Manillier

Marie-Françoise Prost-Manillier (França) apresenta-nos L’histoire de Mr. Provisoire, um estudo sobre a solidão do transeunte que habita a cidade nos seus percursos transversais. Uma análise sentimental sobre o tema do anonimato numa época de fragmentação das estruturas sociais modernas, o trabalho de Prost-Manillier tenta sentir através da pintura e da fotografia as possibilidades narrativas de uma personagem não-representada. Como no cinema o suspense se estabelece em um tempo de percurso, aqui definido pela pintura, o desvelar da personagem cabe à fotografia, que nunca se concretiza. Litania dos dias ou prosódia do tempo, o texto dos dias acompanha os passos. A rua transformou-se, deixou de ser lugar de encontro. Como gigantescas passadeiras rolantes, os passeios das cidades fazem questão de nos transportar rápida e individualmente para interiores protegidos da regra da cidade. Espaços climatizados, controlados e sedutores, onde somos afectuosamente coagidos a despirmo-nos da nossa cidadania para envergar o traje confortável do consumidor.

Marie-Françoise Prost-Manillier (France) introduces us to L’histoire de Mr. Provisoire, a study on the loneliness of the passer-by who inhabits the city strolling through it unintentionally. A sentimental analysis on the subject of anonymity in an era of fragmentation of modern social structures; through painting and photography the work of Prost-Manillier searches to explore the narrative possibilities of a non represented character. Like in cinema, suspense is established based on a timeline, here defined by painting, and the never materialized unveiling of the character rests with the photo. Litany of the days or prosody of time, text of the days accompanies the convolution of our steps. The street was transformed and is no longer a meeting place. Like huge moving walkways, city’s roads and sidewalks promptly move us, swiftly and individually, into huge abodes protected from the rule of the city. Acclimatized spaces, where we are charmingly coerced to undress our citizenship and slip into the comfortable skin of the consumer.

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