Redline08_Bordering on Us

International Meeting of Contemporary Art – Community, Identity and Representation

Cleo Sánchez Vásquez

Cleo Sánchez Vásquez (Espanha), desenvolve há vários anos um percurso na área da fotografia que é indissociável da sua postura semi-nomádica. De cidade em cidade, Paris, Londres, Nova Iorque e agora o Porto, a atenção da artista prende-se nos paradoxos da arquitectura urbana, nos lugares da acção humana que escapam ao planeamento e aparecem-nos com uma aparência (enganadora) de espontaneidade. Estes não-lugares, edifícios em ruína ou espaços hostis à presença humana, são frequentemente palco de conflitos. Não reclamados pelo poder, estão abertos a apropriação e conquista por todos os que por escolha ou inevitabilidade tem a margem como domicílio. O grafitti ocupa esta arquitectura com a oposição única de trepadeiras e outras plantas, unidas em esforços de conquista, tentando trazer a pedra novamente ao chão. É a este conflito proprietário que Cleo Sánchez vai buscar motivo, e a partir do registo fotográfico desenvolve estudos de cor, textura e composição num gesto que expande a fotografia para fora do enquadramento, alterando o seu contexto.

The work from Cleo Sánchez Vázquez (Spain) work cannot be dissociated from her semi nomadic posture; travelling from city to city; Paris, London, New York and now Porto, the artist stops her gaze on the seemingly paradoxes of urban architecture. All places of human action that escape planning and appear to us as spontaneous. Non-places, urban ruins or hostile spaces are often the stage for conflicts that are ever happening at the margin of our controlled cities. Not seized by power, they are open to temporary appropriation and conquest by all that, by choice or hazard, have set their domiciles in the fringes. As graffiti claims this broken architecture, it is only disputed by vines and other plants that unite in efforts to bring those stones back to the ground. It is from this proprietary conflict and this contradictory landscape that Cleo Sánchez gets her motif and, from the photographic register develops a study in composition, colour and texture that expand the image out of its frame.

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